domingo, 3 de novembro de 2013
CONHECENDO OS LIVROS DA BÍBLIA - INTRODUÇÃO N.T.
Introdução ao Novo Testamento
JESUS é um personagem da história, isto é, existiu de fato. Um personagem que existiu antes de haver alguma história para contar. Mais do que isto, Ele mesmo, segundo as Escrituras, é quem construiu a história. Nada neste mundo acontece sem o seu conhecimento, nem mesmo pequenos acidentes ocorridos com os fios de cabelo a cabeça ficam longe do olhar penetrante e perscrutador de CRISTO. Precisamos conhecer mais de sua vida e ministério para sabermos como devemos nos comportar diante dele.
Antes, porém, de falarmos qualquer coisa a respeito da vida de JESUS, precisamos responder às seguintes perguntas: Quando começou a vida de CRISTO? Quando terminou a vida de CRISTO?
ETERNIDADE PASSADA - EVANGELHOS - ETERNIDADE FUTURA
“No princípio era o Verbo” (João 1: 1). Nos Evangelhos possuímos um volume considerável de informações a respeito da pessoa e da obra de Jesus Cristo (João 20:30)
“Eu sou o Alfa e o Ômega” (Apocalipse 22: 13).
Sua vida não começou com seu nascimento - Sua vida não terminou com sua morte.
JESUS CRISTO:
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Muitos intelectuais têm gasto uma grande parte de seu tempo para responderem a esta pergunta. Creiamos, no entanto, que um exame honesto, cuidadoso e sobre tudo não preconceituoso e espiritual da vida de CRISTO nos levará até DEUS. Foi JESUS mesmo que afirmou: “Quem vê a mim, vê ao Pai...”.
1) FONTES HISTÓRICAS
Ao estudar a vida de CRISTO, devemos levar em conta que há fontes bíblicas (fontes internas) e fontes não-bíblicas (fontes externas) que fornecem informações da vida de Nosso Senhor. As fontes externas resumem-se a citações de historiadores, como Flávio Josefo, que era um historiador judeu não-cristão, nascido em 37 d.C, e alguns documentos que de alguma maneira podem servir como prova da existência de JESUS.
Plínio, o jovem (110 d.C), procônsul romano na Bitínia, escreveu a Trajano, o imperador romano, a respeito de perseguições aos cristãos feitas por Nero durante os anos 54 a 68. Há ainda outras fontes históricas como Suetônio (120 d.C), Clemente ( 95 d.C), Pápias (150 d.C) e tantos outros.
A grande fonte de informação, porém, está contida nos Evangelhos. Houve quem dissesse que JESUS era um nome código dado a um cogumelo sagrado alucinógeno que fazia com que os discípulos de uma determinada seita imaginassem um ser celestial encarnado. Fica difícil, porém, imaginar como uma ilusão mudaria a história do mundo e tornar-se o centro da história, de tal modo que essa história fosse dividida antes e depois dele.
2) PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO
Chamamos de período inter testamentário, o tempo entre o último escritor do Antigo Testamento e o primeiro escritor do Novo Testamento, que foi de 400 anos. Foi um tempo em que cessou a revelação e houve silêncio profético.
Ao terminar o Antigo Testamento, os judeus estão cativos na Babilônia (Salmo 137) e a Judeia era província da Pérsia. Neste tempo o rei Ciro permitiu aos judeus voltarem para Jerusalém e reconstruírem o Templo de Jerusalém, abrindo a porta para logo em seguida construírem as muralhas (Neemias 2: 1-5).
Os livros da Bíblia que correspondem a esse período são, inicialmente, Esdras, responsável pela construção do templo (Esdras 1), que escreveu do ponto de vista de um sacerdote e os profetas Ageu e Zacarias seus contemporâneos. O papel dos profetas era manter o povo ligado na tarefa. Logo em seguida surgiu Neemias, que se tornou em grande líder político e religioso com a função de reconstruir os muros de Jerusalém, e o profeta Malaquias, que era seu contemporâneo. Este período foi marcado por muito trabalho, lutas e oposição, mas a vitória finalmente aconteceu (Neemias 1 e 2).
Daniel fala da ordem de reconstruir Jerusalém, passando a contar o tempo para que o Messias finalmente viesse, a partir desta data, aproximadamente 458 a.C (Dn 9: 25). Este tempo foi dividido cronologicamente em vários períodos como segue abaixo:
PERÍODO PERSA - 536 a 331 a.C.
Este período foi, de modo geral, brando e tolerante, no qual os judeus gozavam de considerável liberdade e amizade, sendo, por isto mesmo, fortemente influenciado pela cultura persa. Este período ficou marcado pela restauração da cidade de Jerusalém e da nação judaica. Uma forma providenciada por DEUS para preparar o ambiente do mundo para a primeira vinda de CRISTO.
PERÍODO GREGO - 331 a 167 a.C.
Alexandre, o Grande assumiu o comando dos exércitos gregos e em pouco tempo dominava a maior parte do mundo conhecido. Invadiu a Palestina em 332 a.C., mostrando consideração para com os judeus, e ofereceu liberdade e privilégio para se estabelecerem em Alexandria.
Alexandre difundiu a cultura grega de tal modo que seu idioma se tornou a língua corrente entre os povos. Na época do Novo Testamento o grego era falado até nas ruas de Roma. Esse período concedeu uma única língua falada em todo o mundo conhecido da época, o que facilitou, mais tarde, a divulgação do Evangelho.
PERÍODO DOS MACABEUS - 167 a 63 a.C.
Foi um grupo de judeus reacionários que se opôs a Antíoco Epifânio, o qual queria destruir os judeus e sua religião. Judas Macabeu, um guerreiro de admirável gênio militar, ganhou batalha após batalha, em condições de inferioridade incríveis. Reconquistou Jerusalém em 165 a.C., purificou e reedificou o templo, que havia sido profanado por Antíoco. Antíoco havia sacrificado um porco no altar do templo. Esse período culminou com uma guerra civil que acabou por determinar a intervenção romana. Este foi um período importante para restaurar o patriotismo e a espiritualidade em torno dos quais a nação israelita se reunia.
PERÍODO ROMANO - 63 a.C. até o tempo de CRISTO.
No ano 63 a.C. a Palestina foi conquistada pelos romanos, sob as ordens de Pompeu. César Augusto reinava quando JESUS nasceu (Lc 2: 1). Era sistemático e eficiente e iniciou uma era de paz e estabilidade. Ele permitia a existência de governadores nativos fiéis a Roma.
Quando JESUS nasceu, o governador da Palestina era Herodes, o Grande, que reinou de 37 a.C. a 4 d.C. (Mt 2: 3-4). O Evangelho cita ainda Herodes Antipas como contemporâneo de CRISTO. Este foi o assassino de João Batista (Lc 23: 7-12). Os romanos se caracterizavam pela abertura de estradas que cortavam os continentes. Este detalhe mais tarde veio facilitar a divulgação do Evangelho, pois os evangelistas podiam deslocar-se, assim, mais facilmente.
Na realidade, esses grandes impérios mundiais vieram preparar o mundo para que o Evangelho fosse divulgado. Primeiramente, restaurando a nação judaica, onde nasceu JESUS, em segundo lugar, fornecendo uma língua universal, para que todos entendessem e, em último lugar, facilitando o livre acesso através de estradas que ligavam cidades longínquas.
3) PANO DE FUNDO RELIGIOSO
O cristianismo não começou sua implantação num vácuo religioso. A fé cristã teve que lutar para conquistar seu lugar no coração dos homens. O mundo estava mergulhado em um paganismo que perdurava há séculos.
Os sucessivos impérios que tinham um domínio mundial levaram o mundo e sua funsão de divindades com uma influência marcante do panteão grego. Júpiter, deus dos céus, mais tarde foi identificado como Zeus, filho de Cronos. Segundo criam, Zeus derrubou seu pai, dividindo o trono com seus dois irmãos: Possêidon (Netuno), que passou a ser o deus dos mares, e Hades (Plutão), deus do mundo interior (infernos).
Acreditava-se que os deuses tinham acesso à terra, vindos de sua capital, o monte Olimpo, na Grécia. Apolo era um deus bastante popular, pois foi considerado inspirador dos poetas, videntes e profetas. Hoje ele seria venerado pelas cartomantes e coisas do gênero. Cada cidade tinha um deus, o que tornava o culto aos deuses uma necessidade política. Ártemis (Diana), por exemplo, era deusa da cidade de Éfeso, um culto essencialmente erótico. Seu santuário era povoado pelas chamadas sacerdotisas cultuais, que ofereciam seus corpos como se fossem santuários da deusa.
O culto ao imperador foi criado pelo senado romano e foi importado dos reinos helenísticos com os selêucidas e os Ptolomeus, que durante anos, haviam elevado monarcas à posição de divindade. Era costume aplicar aos imperadores títulos como “Kurios”, que significa “senhor”, e “Soper” (soer), que tem o significado de “salvador”. Alguns imperadores levavam esta ideia excessivamente a sério. Exemplo foi Calígula, que ordenou que sua estátua fosse erigida no templo de Jerusalém, mas foi assassinado antes que acontecesse.
Havia ainda as chamadas religiões misteriosas. Cibele, “a grande mãe”, veio da Ásia; “Ísis” e “Osíris” (Serápio) vieram do Egito e “Mitra”, da Pérsia. Estes eram deuses que, segundo contam, haviam morrido e ressuscitado, prometendo a purificação imortalidade do indivíduo. Essas religiões eram acompanhadas de ocultismo, feitiçarias, astrologia, superstições etc.
4) GENEALOGIAS - AS ORIGENS
Para entender melhor a vida de CRISTO, nada como começar com as origens, ou seja, com a genealogia que se encontra em dois dos Evangelhos: Mateus e Lucas. Lucas enumera 56 nomes e Mateus, 42. Lucas retrocede até Adão, Mateus até Abraão. Lucas apresenta Eli como pai de José e Mateus apresenta Jacó. Há 7 diferentes antepassados imediatos de Zorobabel (Lc 3: 26 e 27 e Mt 1: 13 e 14). Em Lucas, a descendência de JESUS passa por Natã (Lc 3: 31), ao passo que em Mateus, passa por Salomão (Mt 1: 7). Aparecem ainda na genealogia de JESUS, nomes como Rute, uma moabita, Raabe, a prostituta, e Tamar, uma adúltera.
Talvez alguns fariseus tenham se espantado do fato de JESUS ser descendente de classe tão inferior. A moabita nos aponta para o fato de que JESUS veio para todas as nações; as outras demonstram ainda que Ele veio para todos, inclusive para os desprezados.
DIVISÕES DO NOVO TESTAMENTO – 27 LIVROS |
EVANGELHOS | HISTÓRIA | CARTAS PAULINAS | CARTAS GERAIS | PROFÉTICO |
MATEUS | ATOS | ROMANOS | I PEDRO | APOCALIPSE |
MARCOS | I CORÍNTIOS | II PEDRO | ||
LUCAS | II CORÍNTIOS | I JOÃO | ||
JOÃO | GÁLATAS | II JOÃO | ||
EFÉSIOS | III JOÃO | |||
FILIPENSES | JUDAS | |||
COLOSSENSES | ||||
I TESSALONICENSES | ||||
II TESSALONICESES | ||||
I TIMÓTEO | ||||
II TIMÓTEO | ||||
TITO | ||||
FILEMON | ||||
HEBREUS (*) | ||||
TIAGO |
(*) Paulo é o autor mais comumente aceito... (Bíblia Thompson).

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