sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
CONHECENDO OS LIVROS DA BÍBLIA - JOÃO
João
TEMA: O EVANGELHO DE JOÃO EM QUATRO FASES
A primeira, fala da identidade de JESUS, pois vemos João procurando colocar várias de suas qualificações.
Na segunda, vemos na vida de CRISTO, uma etapa de confrontações com seus inimigos.
Na terceira, houve momentos de intimidade de JESUS com seus discípulos mais chegados.
Na quarta, João relata acontecimentos relacionados com sua crise final.
PROPÓSITO:O verbo CRER é a palavra-chave do evangelho de João.
ORIGEM
Escrito em estilo simples, o último dos quatro evangelhos exibe uma profundeza teológica que ultrapassa a dos evangelhos sinópticos. João escreveu no fim do primeiro século da era cristã, em Éfeso, cidade da Ásia Menor.
AUTOR E DATA
O autor do quarto evangelho reivindica o privilégio de ser testemunha ocular do ministério de JESUS (1: 4, comparar com 19: 35 e 21: 24,25). Identifica-se como “aquele a quem JESUS amava” - esse evangelho proveio de alguém em quem JESUS confiava.
ACERCA DE JOÃO BATISTA
João se esforça para mostrar que JESUS é superior a João Batista, que este precisava diminuir e JESUS crescer, que através de seus discípulos JESUS batizava mais seguidores do que João Batista e que o testemunho de JESUS era superior ao de João Batista (1:15-37; 3: 25-30; 4:1,2; 5: 33-40).
VERDADES TEOLÓGICAS QUE APRENDEMOS NO EVANGELHO DE JOÃO
Deus glorificou o Filho mediante a exaltação celestial (17: 1-5); somos salvos pela fé em CRISTO (3: 15 e 16); a regeneração vem pelo toque do ESPIRITO SANTO (16: 7-11); chegamos ao conhecimento da salvação a partir de CRISTO (4: 42 e 6:40); o convite à salvação é universal (3: 16-17; 10: 9); aceitação implica Vida Eterna (10: 27-28); o ESPÍRITO SANTO age como Consolador, Conselheiro e Advogado (14: 16,26; 15: 26; 16: 8-14).
João é o evangelho da fé. De fato, o verbo CRER é a palavra-chave do evangelho de João, (7: 38; 10: 38; 11: 25-26 entre outros; 20: 31).
O próprio JESUS exigiu essa fé ao apresentar uma série de reivindicações pessoais, utilizando-se da expressão “EU SOU” : “EUSOU o Pão da Vida” ( 6: 35,48 - comparar com os versículos 41 e 51; “EU SOU a Luz do mundo”. (8:12) “'EU SOU a porta” (10:7-9); “EU SOU o Bom Pastor”. (10:11, 14); “EU SOU a Ressurreição e a vida” (11: 25); “EU SOU a Videira Verdadeira” (15: 1,5); “EU SOU o Caminho a verdade e a Vida” (14: 6).
CURIOSIDADES
Breve Retrato da Vida de JESUS - data de nascimento.
Acredita-se que a data de nascimento ocorreu por volta do ano 4 a.C. Naquela ocasião, vigorava o calendário juliano, que por sua vez foi reformado por Júlio César em 46 a. C.. Este contava o tempo a partir da fundação de Roma. Quando o cristianismo se tornou a religião oficial do que fora o Império Romano, Dionísio Exíguo, em 526 d.C. fez um novo calendário por ordem de Justiniano. Em 1582, Gregório XIII fez algumas modificações no calendário, que passou a se intitular “gregoriano”.
Nesta ocasião verificou-se que havia um erro cometido por Exíguo, marcando a data de nascimento de JESUS para 4 ou 5 anos depois. Outro detalhe importante é que Herodes estava vivo quando JESUS nasceu (Mt 2: 3), e segundo o relato histórico, este veio a falecer somente no ano de 4 a.C. Certamente o mês de nascimento de JESUS não foi dezembro, devido à impossibilidade de haver algum rebanho no pasto (Lc 2: 8), pois era uma época de grandes nevascas. É também improvável que José e Maria (grávida) empreendessem uma viagem tão longa durante o inverno. Segundo Watron e Allen, o nascimento de CRISTO teria ocorrido no verão, no princípio do outono do ano de 749 da fundação de Roma. Isto equivaleria a uma data entre agosto e outubro do ano de 4 a.C.
AÇÃO
AVISOS QUE ANTECEDERAM O NASCIMENTO DE JESUS (Vários seguimentos da sociedade receberam esses avisos)
FAMILIARES DE JESUS: Isabel (Lucas 1: 39-45), Zacarias (Lucas 1: 16-18), Maria (Lc 1: 26-38), José (Mateus 1: 18-25),
REPRESENTANTES DO POVO- Pastores (Lucas 2: 8-20),
REPRESENTANTES DO CLERO- Profeta Simão (Lucas 2: 25-35) Profetisa Ana (Lucas 2: 36-38), Sacerdote Zacarias (Lucas 1: 16-21),
REPRESENTANTES DOS GENTIOS: Magos (Mateus 2: 1-12).
REPRESENTANTES DO GOVERNO E CIDADÃOS: Herodes e o povo (Mateus 2: 1-7).
PARA PENSAR
JESUS aproveita esta ocasião, bem no início de seu ministério, para anunciar, embora de forma simbólica, a natureza de sua missão (João 5: 19-22). JESUS não poderia dar uma demonstração sobrenatural de sua autoridade divina, pois isto faria com que os homens se curvassem diante dele antes da hora. Ele tinha que passar pela cruz, para que a salvação pudesse acontecer. O sinal pedido foi prometido para depois de sua morte. Sua ressurreição seria a maior prova de sua autoridade.
Na realidade, JESUS passou grande parte de seu tempo identificando-se como o Messias.
VOCÊ SABIA?
SEU COMPORTAMENTO DIANTE DO FOGO CRUZADO
Dispondo de curtíssimo tempo, JESUS provocou transformações tremendas nas pessoas, na nação, no mundo inteiro e em todas as épocas. Maomé trabalhou 22 anos e Buda por 45 anos. Qualquer ser humano, por mais tempo que labute jamais igualará a influência da personalidade de CRISTO.
JESUS - SUA VIDA DESDE CRIANÇA (LC 2: 46,47)
Mostrou desde cedo ser um menino prodígio ao dar respostas e fazer perguntas estonteantes, que marcaram sua vida e maravilharam seus contemporâneos.
SEU DISCERNIMENTO
Ele demonstrou ter discernimento exatamente quando este era questionado (Lc 7: 39-40) e quando percebia especulações maliciosas a seu respeito (Mc 2: 6-8).
SEU DOMINIO NAS DISCUSSOES (Jo 8: 1-11)
Veja como os personagens do quadro pintado nesta passagem não estão preocupados com o cumprimento da lei, como procuravam aparentar. Se o tivessem, trariam também o homem para ser apedrejado (Lv 20: 10).
Tampouco estavam interessados no destino da mulher. Temos, sim, indivíduos mal-intencionados, usando uma lei e uma mulher com o objetivo de levar JESUS a cair em uma armadilha. Os fariseus de hoje também se escondem por detrás de princípios bíblicos para acusarem aqueles que desejam ver destruídos. Em vez de ajudar o irmão, destroem-no a fim de ocupar espaços que pertencem a outros.
A situação parecia grave, pois se JESUS consentisse na execução, seria acusado pelos romanos de incitar linchamento público, pois haviam leis romanas que proibiam este ato.
Ora, os romanos eram a força dominante na época. Por outro lado, se CRISTO impedisse o apedrejamento, seria acusado pelos judeus de tornar-se conivente com o pecado da mulher.
Na realidade, ao dar àqueles homens a resposta que deu - “Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra” JESUS devolveu para eles a responsabilidade e desferiu um golpe certeiro em suas consciências.
JESUS MOSTRA QUE TEM GRANDE PODER DE FOGO
Quando JESUS afirmou que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, estava nos levando a crer que somos capazes de contra-atacar com muita eficiência. Nossa postura não deve ser apenas defensiva, mas estamos aqui para demonstrar o poder de DEUS diante dos inimigos, que caem um após o outro.
QUESTIONANDO SOBRE O SÁBADO (Mc 3: 1-4)
“É lícito no sábado fazer o bem ou fazer o mal?” A resposta à pergunta era óbvia, mas não quiseram dá-la. Se respondessem afirmativamente estariam cobrindo-o de razão; se respondessem negativamente cometeriam um grave erro e caindo em grande impopularidade.
PERGUNTANDO SOBRE O BATISMO DE JOÃO (Mt 21: 23-27)
Quando JESUS pergunta sobre a procedência do batismo de João, do céu o da terra, estava na realidade forçando os seus inimigos a fazerem uma declaração que de algum modo os faria opinarem sobre ele mesmo, visto que João era seu predecessor o ministério de um estava intimamente ligado ao do outro. A única maneira de não, receberem um golpe ainda maior era de silenciarem diante de tal questionamento.
CRISTO EM JOÃO
Esse livro nos apresenta o mais poderoso exemplo em toda a Bíblia da divindade do filho de Deus encarnado. “Um homem chamado Jesus” (9: 11) é também “Cristo o filho do Deus vivo” (6: 69).
A divindade de Cristo pode ser entendida em suas sete declarações de “Eu sou”:
Eu sou o pão da vida;
Eu sou a luz do mundo;
Eu sou a porta;
Eu sou o bom pastor;
Eu sou a Ressurreição e a vida;
Eu sou o caminho, a verdade e a vida;
Eu sou a videira verdadeira.
Os sete sinais (1-12) e as cinco testificações (5: 30-40) também atestam a divindade do seu caráter. Em certas ocasiões Jesus se equipara com o EU SOU do Antigo testamento (4: 25-26; 8: 24, 28, 58; 13: 19; 18: 5-6, 8). Algumas das mais importantes declarações sobre sua divindade são encontradas aqui (1: 1; 8: 58; 10:30; 14: 9; 20: 28).
O verbo estava com Deus(1:1), mas também o verbo se fez carne (1: 14).A humanidade de Jesus pode ser vista no seu cansaço físico (4: 6), sentindo sede (4: 7), dependendo do Pai (5: 19), sentindo dor (11: 35), tendo sua alma em angústia (12: 27) e sentindo a chegada da morte (cap. 19).

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